redes sociales internas
Redes sociais dentro das empresas: permitir, racionar, proibir?

01/02/2014 Alejandro Formanchuk

 

 


Quiero compartir con ustedes una nota que acaba de salir publicada en la revista brasilera “Lettering” en la que tuve el gusto de participar y donde analizo el impacto de los redes sociales en el trabajo cotidiano de los empleados.

 

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Fácil e comum é se ouvir uma empresa levantar a bandeira do fluxo de informação com seus diversos públicos, inclusive o interno. A este, a maioria das empresas enaltece com orgulho um setor específico, ao qual, normalmente, chamamos de Comunicação Interna.

Boletins, jornais murais, newsletter, e tantos outros canais são disponibilizados para promover o diálogo entre o topo da empresa e seus funcionários.

Mas o mundo mudou. A tecnologia avançou, coloriu a nossa TV, criou computadores cada vez mais potentes e em tamanhos cada vez menores. Hoje, as informações estão ao alcance de um clique e as conversas já não carecem ser presenciais.

Diante dessa realidade tão mais ágil e de recursos tecnológicos cada vez mais acessíveis, supõe-se que também exista pré-disposição para se expandir no que se refere ao uso de novas ferramentas que promovam um maior diálogo no universo corporativo entre empresa e servidores.

O relações públicas Aislan Ribeiro Greca dá a definição mais usual a estas ferramentas que podem facilitar esta relação. “Comunicação 2.0 é um nome moderninho para uma coisa que conhecemos há muito tempo como diálogo”.

No campo das organizações, o diálogo e a preocupação com a motivação de seu pessoal já podem ser considerados uma realidade. Contudo, novos dilemas aparecem no cenário das relações. O mais recente é o uso da tal Comunicação 2.0.

Facebook, twitter e tantas outras redes sociais, já disseminadas entre a sociedade, trazem novas impressões, consequências da evolução do comportamento humano, que acompanhou os avanços tecnológicos.

Essa nova realidade leva para dentro das empresas discussões sobre o uso desses novos instrumentos: permitir, racionar, proibir? Qual o segredo para utilizá-los de modo que se tornem colaborativos, tornando as duas pontas em emissoras e receptoras?

Segundo Alejandro Formanchuk, autor do livro “Comunicação interna 2.0 – um desafio cultural”, essa resposta ainda não existe. “O mundo 2.0 é muito novo, todos estamos aprendendo, não temos uma receita. Encontramo-nos em um paradigma que está em versão beta permanente”, define.

Porém, Formanchuk indica qual a base para se construir essa relação entre empresa e funcionários. “As redes sociais podem ser mal utilizadas e a gente pode perder muito com elas. Mas, se pensarmos verdadeiramente, veremos que também se pode mal empregar o tempo em reuniões improdutivas, tomando café durante horas, falando ao telefone ou o que for. Assim, considero ser útil educar as pessoas para o uso responsável das redes sociais para que não seja necessário discipliná-lo”, acredita.

Como  Formanchuk, Greca também concorda que a base para a gestão de uma comunicação interna 2.0 eficiente está na educação. “O mundo mudou e as empresas devem se adaptar a esta nova realidade, novos canais devem ser abertos e estimulados. No entanto, esse processo tem de estar atrelado a um programa de educação”, pontua o especialista.

Greca ressalta que as tecnologias são novas, o que propicia à organização como um todo uma fase de aprendizado. “Estamos aprendendo a viver em um mundo onde todos somos produtores de conteúdo e cabe a nós, profissionais de comunicação das empresas, orientar a todos sobre como viver neste novo mundo”, recomenda.

As redes sociais sempre existiram. É do ser humano a necessidade de se comunicar. Desde o homem da pedra, os meios de comunicação se faziam presente. Cada um a seu tempo. Hoje, com as mídias sociais, esta necessidade é ainda mais evidente no comportamento individual. Mas comunicar numa empresa é só receber informação?

Greca está convicto de que a resposta é não. “Atualmente, as pessoas não querem mais somente receber informações, querem também expor ideias, opiniões… Hoje, vivemos numa sociedade em que a resposta é imediata e constante, tanto nas relações pessoais, como nas relações de consumo e, assim, as pessoas querem isso também no ambiente laboral. Foi o tempo em que um funcionário via uma notícia ou informação da empresa, não concordava e aceitava. Hoje, o indivíduo quer ter um canal, quer compartilhar, quer discutir, quer propor. Se faço isto com meus amigos, familiares e com as empresas de que compro produtos, por que não posso fazer isto com o diretor ou presidente da empresa em que trabalho?”, argumenta.

Ainda que os tempos permitam essa liberdade dentro das empresas, o entrave sempre está no “o que falar”. Aí está a razão de grandes equívocos e das assíduas proibições, que, para Alejandro, não são o caminho. “O bloqueio a certas páginas pode ser facilmente superado, uma vez que o acesso é possível por um simples smartphone. A questão está na gestão, desde a responsabilidade até os objetivos, promovendo uma relação aberta, participativa”, indica.

O comportamento do indivíduo é um só, não havendo separação no aspecto pessoal ou digital. “Comportar-se na rede é como se comportar na vida. Tudo que você diz, você tem de responder. A única diferença é a proporção que isto pode tomar, e é nesse ponto que surgem as polêmicas. Frases que morreriam numa mesa de bar, hoje tomam proporções mundiais e é esta consciência que devemos ter para não nos prejudicarmos”, diz Greca.

Ele é ainda mais contundente na defesa das relações interativas nas organizações. “Vejo que o mundo empresarial realmente está preparado para a interatividade, tanto que as empresas vendem seus produtos e serviços de maneira bem interessante, apenas acredito que isso tem de ser implantado no âmbito interno. Se pararmos de dividir as organizações de maneira interna e externa, os resultados no ambiente de trabalho serão excepcionais. Trate a opinião de seu empregado como a de um cliente e você verá os ganhos”, reforça.

Os segredos para essa nova realidade ainda não existem. Mas há caminhos que podem nortear mais facilmente uma empresa rumo ao seu destino: comunicar entre os seus e associar uma boa comunicação interna à motivação da equipe.

E isso, sob vários os aspectos. Equipe motivada é cliente satisfeito.

Nessa linha, Formanchuk considera que funcionários podem ser transformados em embaixadores de suas empresas. “O que se fala nas redes sobre nossas empresas sempre tem um impacto muito forte. Pesquisas demonstram que há muito mais credibilidade no que um empregado diz sobre sua própria empresa. Isso é um capital maravilhoso, mas, se não houver uma boa gestão, pode ter um efeito boomerang destrutivo”, alerta.

Na teoria, parece simples. Mas, na prática, a coisa funciona de forma mais complexa. Não dá para obrigar um empregado a falar bem de sua empresa. O esforço deve estar em criar razões para que ele fale bem. “Não devem preocupar-se, devem ocupar-se.”

Um empregado reproduz todas as suas impressões ao ambiente externo. Numa mídia social, esse mesmo empregado pode expor suas mesmas impressões ao mesmo número de indivíduos aos quais falaria pessoalmente. A diferença é que o efeito nas redes sociais abrangeria milhões de pessoas, rompendo fronteiras, ganhando o mundo, em poucos segundos.

Constatação: um empregado pode se tornar líder de opinião informal, tanto para o bem, como para o mal. A propagação de determinados comentários pode ainda chegar ao conhecimento de pessoas influentes, dando ainda maior repercussão quanto à imagem de uma empresa.

A verdade é que, seja numa praça, ou em sua empresa, do sinal de fumaça dos tempos jurássicos ao ‘curtir’ do Facebook, todo ser humano tem o desejo de se relacionar e de ter a oportunidade de ouvir e ser ouvido. O ambiente físico ou virtual já não faz diferença quando o que deve ser levado em conta é a mensagem e os resultados alcançados.

 

Link:

http://www.revistalettering.com.br/comunicacao-interna/internet-x-trabalho-limites-e-possibilidades/

 

 


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